Guia dos Implantes Cocleares Dr. Luciano Moreira · CRM/RJ 65192-3
Segurança em exames

Posso fazer ressonância magnética com implante coclear?

Na maior parte dos casos, sim. O que decide é o modelo do implante que está dentro do seu ouvido, não o aparelho que você usa por fora.

O que importa

A peça de dentro

O implante colocado na cirurgia, que fica sob a pele e tem o ímã. É ele que define se você pode fazer a ressonância, e em qual aparelho.

Sai da sala

O aparelho de fora

O processador que você usa e conhece pelo nome. Ele é retirado antes do exame e não diz qual é o seu modelo de dentro.

Os aparelhos de ressonância têm forças diferentes (1,5 tesla ou 3 tesla, como aparece no pedido do exame). Digite o seu modelo abaixo e veja as condições.

Verifique o modelo da sua unidade interna

Digite o nome ou o código que está no cartão do implante (por exemplo, CI622, SYNCHRONY, Freedom, HiRes Ultra). A tabela filtra enquanto você digita. Toque na linha do seu modelo para ver os detalhes. Se não souber o modelo, veja onde ele está escrito.

Filtrar por marca:
Unidade interna (implante) Marca 1,5 tesla 3 tesla Detalhes

Três regras que valem para todos os modelos

  1. Leve um documento do implante. O cartão do fabricante ou um relatório médico com o modelo e as condições de segurança. Sem documento, o centro de imagem pode recusar o exame. Não é má vontade, é segurança.
  2. Avise no agendamento, não na hora. Assim a equipe prepara o protocolo certo para o seu modelo.
  3. As partes de fora ficam fora da sala. Processador e antena saem antes do exame. Você fica sem ouvir durante o exame, então combine antes com a equipe como vão se comunicar.

A faixa compressiva na vida real

Para os modelos mais antigos, de ímã fixo (Cochlear séries CI500, CI24 e Freedom; Advanced Bionics HiRes 90K e HiRes Ultra sem o "3D"; e os MED-EL de primeira geração, como COMBI 40, PULSAR, SONATA e CONCERTO), o fabricante autoriza a ressonância de 1,5 tesla com o ímã no lugar, preso por uma faixa apertada na cabeça. No papel, funciona. Na vida real, com esses modelos, esse caminho falha mais do que parece.

O que se vê nos estudos e na prática: a dor durante o exame é comum, e parte dos pacientes não consegue terminar. Muitas vezes a dor vem da própria faixa apertada, não da máquina. Menos vezes, o ímã sai do lugar por baixo da faixa e é preciso uma pequena cirurgia para recolocar. Entre os modelos antigos da Cochlear, o CI500 é o que mais sai do lugar.

Os implantes de hoje não têm esse problema, porque o ímã se ajusta sozinho. A dificuldade é só do ímã fixo antigo.

Se você tem um desses modelos antigos

  • Não descubra isso dentro do aparelho. Converse com o seu médico antes de marcar.
  • Pergunte se outro exame, como a tomografia, responde à mesma dúvida.
  • Se a ressonância for mesmo necessária, os dois caminhos (tentar com a faixa, sabendo que pode doer e ser interrompida, ou uma pequena cirurgia para tirar o ímã antes) se decidem com o seu médico, conforme a urgência.
  • No dia, você tem o direito de interromper se a dor for forte. Parar é mais seguro do que insistir.

Não sabe o modelo? Veja onde ele está escrito

  • No cartão do implante. Todo fabricante entrega um cartão de identificação depois da cirurgia, com marca, modelo e número de série. Ele costuma estar guardado com os documentos de casa.
  • No relatório da cirurgia, com o cirurgião ou no arquivo do hospital onde você operou.
  • Na clínica que faz os seus mapeamentos. O modelo da unidade interna fica registrado no cadastro do seu processador.
  • Em último caso, por uma radiografia simples. O formato do implante permite ao médico identificar o modelo na imagem.

O nome do processador não resolve essa dúvida. Processadores mais novos podem funcionar com implantes internos de gerações diferentes, então saber o nome do aparelho de fora não basta.

O exame pode; a imagem tem limites

Mesmo quando a ressonância é permitida, o ímã do implante cria uma sombra na imagem, do lado implantado. Em exames da cabeça, essa sombra pode atrapalhar a leitura daquele lado. Avise o médico que pediu o exame, porque isso pode mudar a escolha do aparelho ou do protocolo.

Em exames de outras partes do corpo (coluna, joelho, abdômen), a sombra não atrapalha, porque fica restrita à região da cabeça.

Quem quiser a versão completa, com os estudos e as medidas da sombra por tipo de exame, encontra no capítulo técnico Compatibilidade com ressonância magnética.

Precisa de orientação médica para o exame?

Se você não tem o cartão do implante, não sabe o modelo, ou o centro de imagem pediu um relatório médico, o Dr. Luciano Moreira, autor deste guia, atende quem já tem implante coclear. No consultório, no Rio de Janeiro, ou por teleconsulta para quem mora em outra cidade.

Importante

Esta página resume as condições publicadas pelos fabricantes. Ela não substitui a avaliação do seu caso. A palavra final sobre fazer ou não o exame é do serviço de imagem, com o seu documento em mãos e, quando preciso, com o seu médico.

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